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Museu Nacional d'Art de Catalunya


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MNAC #1: Tesouros Românicos

Traduzido por flag-pt Gabriela Frade — há 4 anos

Texto original por flag-it Emanuele Benetti

Entre os vários museus que estão localizados no bairro de Montjuic, este é aquele que não podes deixar de ver. Apesar de ter sido avisado para visitar o Museu Nacional de Arte da Catalunha com uma certa disponibilidade de tempo, acabei por ter que acelerar na parte final para evitar ficar até à hora de fecho. De facto, levei quase três horas para visitar as várias secções do museu com a devida atenção.

MNAC #1: Tesouros Românicos

Localizado imediatamente no topo das majestosas escadas que fazem a ligação entre a Plaza de España e a colina de Montjuic, o museu está estabelecido num edifício de estilo Gótico do século XIX, que é por si mesmo bastante pitoresco com as suas pequenas cascatas. O interior é bem mais interessante, albergando uma grande coleção de arte que data desde o período românico até às obras mais recentes do período contemporâneo. O preço de entrada não é propriamente barato (12 euros) mas pode-se justificar pela sua vasta coleção. Todavia, como noutros museus em Barcelona, existe entrada gratuita todos os primeiros domingos de cada mês.

MNAC #1: Tesouros Românicos

Uma das mais espetaculares partes do museu é dedicada aos frescos que datam do século XI e XII e que se encontravam originalmente em algumas igrejas românicas espalhadas pelos vales mais remotos dos Pirenéus da Catalunha. É o caso, por exemplo, das pinturas das igrejas de Sant Climent and Santa Maria na vila Taüll, que podes ver nas fotos abaixo. Embora possamos achar a arte românica muito austera para o nosso gosto moderno, é importante situa-la no seu contexto original: era a única forma de explicar os mistérios da religião Cristã à população medieval iletrada, tinha, portanto, que ser simultaneamente impressionante e emblemática.

MNAC #1: Tesouros Românicos

De qualquer modo, é impressionante reparar como estas obras de arte sobreviveram a quase um milénio de história, bem como ao seu transporte que, embora tenha lançado algumas dúvidas e criticas inicialmente, provavelmente foi a decisão que acabou por salva-las de um destino pior. Foi no inicio do século XX que a maioria delas foram compradas pelo Museu e trazidas para Barcelona para impedi-las de serem adquiridas e levadas por estrangeiros, como já tinha acontecido a algumas destas obras. Ao invés, elas foram retiradas do seu local originário e transportadas para Barcelona através de uma técnica italiana chamada strappo. O recrear do ambiente original e a preservação dos frescos foi tão bem sucedida que quase nos esquecemos de estar num museu moderno em plena cidade, sentindo-nos, ao invés, como um visitante solitário numa igreja escura e isolada no coração dos Pirenéus.

MNAC #1: Tesouros Românicos

Pessoalmente, achei esta secção do museu fantástica, uma verdadeira preciosidade, provavelmente única no mundo neste género. Por essa mesma razão, recomendo que leves o teu tempo ao visita-la, para que possas aprecia-la completamente (a coleção inclui não apenas os frescos, mas também esculturas e pinturas em madeira).

MNAC #1: Tesouros Românicos

Em frente à parte dedicada ao Românico encontras àquela dedicada ao Gótico, cuja maioria consiste em fascinantes retábulos de grande tamanho e detalhe. Depois de admirar as pinturas de mural que retratam a conquista de Mallorca começa-se a observar uma série de retábulos de madeira. A maioria deles retratam a figura da Virgem Maria, mas também alguns santos que são localmente venerados (San Vicenç, Santa Eulalia, San Jeroni, Sant Antoni Abat). Será difícil não reparares que o estilo pictórico fica cada vez mais vivido e realista à medida que a influência dos pintores flamengos se torna mais sentida em Espanha.

MNAC #1: Tesouros Românicos

O Gótico acaba por abrir caminho à arte do Renascimento, que podemos apreciar principalmente graças a duas coleções privadas que foram doadas ao Museu (o legado de Cambó e a coleção Thyssen-Bornemisza). Seria inútil sugerir focar-nos nalgumas obras em particular, uma vez que estão em exposição várias obras de pintores tanto espanhóis (Velazquez, El Greco, Zurbaran), como estrangeiros (Tiziano, Tintoretto, Canaletto, Rubens). Irás também encontrar provavelmente algumas obras de pintores menos conhecidos, mas igualmente fascinantes.

MNAC #1: Tesouros Românicos

Até ao piso superior está localizada a secção de Arte Moderna e Contemporânea. Infelizmente, tive que a percorrer apressadamente, mas isso não me impediu de admirar as extraordinárias obras exibidas. Na parte final podes encontrar algumas pinturas de Dalí e Picasso, entre outros, bem como obras de artistas Catalãs como por exemplo Joaquim Mir, Santiago Rusiñol e Ramon Casas, também elas dignas de serem contempladas. Há mais uma obra de arte que merece ser mencionada: La batalla de Tetuan de Marià Fortuny, que devido ao seu espetacular tamanho não pude evidenciar propriamente numa única fotografia.

MNAC #1: Tesouros Românicos

Para aqueles que estiverem interessados, elaborei o meu top 20 de obras de arte, organizadas pela ordem em que aparecem na galeria abaixo:

  1. Pintures de Sant Climent de Taüll (1123)
  2. Pintures de Santa Maria de Taüll (1123)
  3. Absis d'Estaon (segle XII)
  4. Pintures de Sant Esteve d'Andorra
  5. Baldaquì de Tost (1220)
  6. Absis d'Engolasters (1160)
  7. Mestre de la conquesta de Mallorca, Pintures murals de la conquesta de Mallorca (1285-90)
  8. Giovanni da Fiesole (Fra Angelico), Mare de Deu de la Humilitat, 1433-35
  9. Lluìs Dalmau, Mare de Deu dels Consellers (1443-45)
  10. Annibale Carracci, Francesco Albani, Apostols al voltant del sepulcre buit (1604-1605)
  11. Giovanni Antonio Canal (Canaletto), Retorn d'«ll Bucintoro» el dia de l'Ascensiò (1745-50)
  12. Joaquim Mir, La catedral dels pobres (1898)
  13. Bernat Despuig, Retable de sant Miquel i sant Pere (1432-33)
  14. Domenikos Theotokopoulos (El Greco), Crist amb la Creu (1590-95)
  15. Giandomenico Tiepolo, El xarlatà (1756)
  16. Mestre de la Seu d'Urgell, Teles de les portes de l'orgue (1495-98)
  17. Salvador Dalì, Retrat del meu pare (1925)
  18. Ramon Casas, Toros (Cavalls morts) (1886)
  19. Peter Paulus Rubens, Sant Roc com a patrò de la pesta (1623)
  20. Francisco de Zurbaràn, Immaculada Concepciò (1632)

MNAC #1: Tesouros Românicos

MNAC #1: Tesouros Românicos

MNAC #1: Tesouros Românicos

MNAC #1: Tesouros Românicos

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