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Zoológico de Madrid


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O Zoológico de Madrid

Traduzido por Rita Cruz — um ano atrás

Texto original por Héctor Vera

Praticamente todas as grandes cidades têm um Jardim Zoológico, e Madrid não poderia ser a exceção. De facto, até se poderia considerar que Madrid tem vários "Zoológicos", já que também existe outro na cidade, que não é conhecido como Zoo, mas sim como Faunia.

Mas o Jardim Zoológico de Madrid é mais pela sua história do que pela sua cidade, para além de que tem a exclusividade de ter determinados animais, como ursos pandas, os quais conseguiram ter uma cria.

Como em todos, o Zoológico de Madrid tem bastantes apologistas que defendem que não é ético ter animais em cativeiro, ou que argumentam que as instalações são bastante antigas, e que não estavam realmente preparadas para oferecer uma vida decente aos animais do Jardim Zoológico.

Isto é algo que pode ter o seu lado de verdade, isso não posso negar porque estaria a fazer-me de tonto, mas eu escrevi este artigo para falar sobre a visita ao Zoológico de Madrid, as suas peculiaridades, a forma de chegar e as minhas experiências ali, mais concretamente a minha última visita, em que fui com o meu irmão mais novo (como podem ver nas fotografias) e a minha namorada.

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Como chegar?

A forma mais fácil para chegar ao Jardim Zoológico de Madrid é de transporte público. Como sempre, também existe a opção de ir de carro, já que existem imensos parques de estacionamento ali na Casa de Campo. Mas, claro, que se vais durante um fim de semana, isto é algo impossível devido à massificação, e encontrar um lugar para estacionar o carro é uma verdadeira aventura, fazendo com que seja melhor e mais rápido ir de transporte público.

Ir no metro é uma das opções. A paragem mais perto do Jardim Zoológico é a paragem do metro de Casa de Campo, a qual pode-se chegar com a linha 5 ou com a linha 10 do metro. O único problema de ir de metro é que a paragem da Casa de Campo não é mesmo à porta do Zoológico. Porém não te preocupes, porque mal saias do metro irás ver placas a indicar o caminho para chegar até ao Jardim Zoológico. Então qual é o problema? É que está bastante longe para ser sincero. Não tenho a certeza da distância exata, mas penso que é uma distância de 500 metros. O pior, sem dúvida alguma, foi ter de levar o meu irmão pequenos ao colo durante todo o caminho, e com o calor de verão que fazia foi difícil, mas se puderes ir a andar livremente, tenho a certeza de que não terás nenhum problema.

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A outra opção, e talvez a melhor é apanhar qualquer um dos autocarros da EMT. Estes autocarros são as linhas 25, 33, 55 e 65, e o que têm de bom é que te deixam muito mais perto da entrada do Jardim Zoológico.

Como é a experiência?

Uma vez comprada a entrada na bilheteira, ou então se já tiveres comprado previamente na internet (o qual te fica muito mais barato, porque há sempre promoções que não aparecem na bilheteira), passámos a entrar no ecossistema deste Zoo.

À entrada existem folhetos e mapas do Jardim Zoológico em todo o lado, mas o melhor é tirares um dos mapas, para que depois não te percas, já que estamos a falar de um caminho bastante comprido e labiríntico. Especialmente labiríntico.

O ideal, de acordo com a minha experiência, é tentar não te perderes e dar uma volta seguindo a ordem dos continentes, que é a forma como está organizado o Zoológico. No Jardim Zoológico podes encontrar todos os continentes que constituem um habitat natural para imensas espécies de seres vivos. Estes vêm da Ásia, Oceânia, Europa, África e América (que se encontra dividido em três partes), correspondendo à América do norte, América do sul e América central.

Esta, na minha opinião, foi uma boa forma de organizar a visita pelo Zoológico, já que está pensado a que sigas uma rota lógica, mas a verdade é que eu acabei por estar a dar voltas de um lado para o outro, sem na realidade seguir uma ordem lógica, dependendo muito do sítio por onde comeces o caminho.

Desta forma, a minha última visita começou pela lagoa onde se encontram os pinguins que estão ao ar livre. São uns dos meus animais preferidos, apesar de que na verdade dá um pouco de pena ver os animais a sofrerem pelo calor que faz aqui, creio que não estão muito acostumados a isto. Mas é algo muito divertido e eles são adoráveis.

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O que fomos ver a seguir, sem seguir nenhuma ordem lógica, foi a zona dos animais marinhos, tanto peixes como mamíferos. Primeiro fomos à zona do aquário, uma enorme estrutura geométrica que tem todos os aquários onde estão os animais marinhos (peixes, tartarugas, tubarões, entre outros) de água salgada. Por desgraça, quando fomos ao aquário havia obras, por isso nem todos os aquários estavam disponíveis para visita, mas pelo menos conseguimos ver os mais importantes. É bastante impressionante, sobretudo tudo o aquário que tem os tubarões a nadar pelo meio de outros peixes mas pequenos. Foi, sem dúvida, a parte que o meu irmão mais novo gostou.

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Também existem outros tipos de animais marinhos, como as medusas, que têm os seus aquários especiais. Há também outro dedicados a peixes mais pequenos e exóticos, como por exemplo os pequenos peixe balão ou peixes palhaço que nadam pelo meio de corais tão bonitos, como por entre plantas marinhas.

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Depois de terminarmos a visita ao aquário fomos até ao tanque de água onde estão os golfinhos, um dos animais mais populares daqui...Estão no tanque enorme de água, o qual está dividido em duas partes: uma parte alta com bancadas e uma parte baixa com vidros que te dão uma vista para o fundo do tanque. Esta última parte é muito divertido, já que é bastante comum ver os golfinhos a aproximarem-se do vidro, e eles estão bastante acostumados à presença humana. São umas das espécies mais inteligentes de todo o mundo aquático.

Na parte das bancadas as pessoas estão a começar a juntar-se para verem os espetáculos dos golfinhos, mas por desgraça, como fomos durante um dia da semana, não havia nenhum espetáculo programado com os golfinhos. Mas, invés disso, fomos a um espetáculo de aves que estava programado para esse mesmo momento, e o qual foi bastante divertido.

Depois desse espetáculos com as aves de rapina, fomos sentar-nos numa das imensas mesas de piquenique que existem pelo recinto, e parámos para comer algo, porque a fome já estava a apertar. O mais rentável e barato era trazer uma marmita, como por exemplo, sandes preparadas em casa. De outra forma, teríamos de comer num dos sítios do Jardim Zoológico, e isso era extremamente caro.

Depois da comida desorientámo-nos um pouco com o mapa, e perdemo-nos completamente, já nem sabíamos onde estávamos. Não tínhamos muito claro qual era o continente que tínhamos ido visitar, até que no final fomos parar ao pé de uma das principais espécies deste Zoológico, os elefantes. Os elefantes encontravam-se numa zona com uma segurança muito mais preocupada, já que esta zona estava protegida por umas valas eletrificadas para que os animais não pudessem escapar e dar lugar ao caos. Dentro do seu recinto havia muitos objetos onde se podiam ver que tinham comida escondida, isto servia para exercitar a mente dos elegantes (uma das espécies mais inteligentes) durante a hora de comerem.

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Mais à frente, seguindo a zona do continente de África, mas sem saber muito bem ainda onde estávamos exatamente. Vimos a zona dos leões, a qual me pareceu ser uma das menos cuidadas, vimos também a parte dos tigres, dos leopardos e dos jaguares. E de todos os outros animais que as espécies anteriores caçam: as gazelas e as zebras. Como é óbvio, estes estavam separados por uma espécie de montanha de escalada feita de cimento.

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Também fomos para mais perto do recinto onde se encontravam as girafas, as quais são muito divertidas, já que te permitem que te aproximes delas para tirares uma fotografia, e às quais podes atrair com amendoins. Mas como já deves imaginar, para poderes tirar uma fotografia com elas tens de pagar.

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Mas a visita não terminou por aqui, ainda tínhamos muito para ver. Seguimos então até uma das minhas zonas preferidas, o mundo dos primatas. No Zoológico existem espécies de orangotangos, gorilas e chimpanzés. Estes últimos, para mim, são incrivelmente fascinantes, já que devido à sua inteligência elevada é necessário colocá-los num recinto especial com uns cadeados especialmente complexos para que seja impossível tentarem escapar-se das suas jaulas. É também bastante interessante ver como se movem e interagem uns com os outros.

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Mais à frente, seguimos para as zonas dos continentes da Ásia e da Oceânia, que eram as zonas que mais nos interessavam especialmente devido a dois animais em concreto: o urso panda e o coala.

Primeiro vimos o panda e pode-se dizer que tem o recinto mais cuidado de todo o Zoológico. Tem uma parte interna (onde comem bambu) e uma parte exterior, que é onde brincam e têm uma vida mais ativa, o qual ocorre apenas pelas primeiras horas da manhã, porque o mais habitual é encontrar-los a dormirem ou a comerem, que é basicamente o que fazem durante todo o dia. Na realidade, havia um casal de pandas, que foi um presente do Governo Chinês a Espanha, e eles tiveram uma cria há alguns meses, e a cria está no exterior e dá para ser visitada.

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Em relação aos coalas estes encontravam-se na zona do continente da Oceânia, com outros animais, como por exemplo os cangurus. Assim como os pandas, estes também não são uns animais muito ativos, apesar de que acho que estes ainda menos o são, já que passam a maior parte do seu dia agarrados às árvores a descansar, para não gastarem energia.

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É normal que durante a tua visita ao Jardim Zoológico que não te dê tempo para veres tudo. Seja por cansaço ou porque perdeste algumas partes do parque, porque não chegaste a passar em nenhum momento, há que recordar que é um parque muito grande. No nosso caso, isto deveu-se mais pelo cansaço, já que íamos com uma criança. Desta forma, as zonas que decidimos não ver foram as zonas dedicadas à fauna da Europa, e as da América em geral.

Mesmo assim conseguimos ver alguma coisa destas zonas à medida que íamos passando, como por exemplo, o urso pardo, um dos símbolos do Zoológico, os lobos, ou o famoso e bonito lince Ibérico.

Por outro lado, deixámos a zona onde estão a maior parte dos insectos e répteis. Esta zona encontra-se debaixo do chão, e os animais estão separados por espécies. Aqui também se pode encontrar animais como tarântulas ou serpentes, mas para ser sincero nós não somos grandes fãs desta classe de animais.

Estes animais dos quais te falei são alguns dos quais podes encontrar neste Jardim Zoológico. É um parque bastante completo e que vale a pena visitar, mas se vieres vem com bastante tempo para poderes percorrer tudo.

A última coisa que fizemos antes de regressar a casa foi ficarmos um pouco a brincar no parque com baloiços para as crianças, algo que o meu irmão queria fazer desde o primeiro momento em que entrámos no Jardim Zoológico.

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