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Free tour em viena

Publicado por Catarina Serrano — um ano atrás

0 Etiquetas: Experiências Erasmus Viena, Viena, Áustria


A tour começou em frente ao museu Albertina, quem iria guiar a tour não era uma pessoa jovem, como é habitual, mas sim um senhor de idade que começou por explicar o porquê de o estarmos a ver a ele ali e não a um jovem. Aparentemente existe uma lei na Áustria que só deixa um cidadão dar excursões caso tenha um certo número de licenças e cursos e os tenha há pelo menos 3 anos, como isso leva tempo e dinheiro, é difícil encontrar pessoas que preencham os requisitos e que estejam interessadas em dar excursões grátis quando há pessoas que estão dispostas a dar 40 euros por uma.
Nem toda a gente pode dar 40 euros por uma excursão, eu sou um exemplo. Este grupo é o único em Viena que dá excursões grátis e só existe há um ano, portanto tive muita sorte por ter vindo visitar Viena agora e não antes.
Ao lado do museu Albertina estava o hotel onde foi criado o bolo sacher, muito famoso, segundo o guia o bolo não é nada de especial, há bolos muito melhores, mas adquiriu esta fama e agora todos os turistas que vêm à Viena querem provar o famoso bolo. O bolo fica mais caro com o creme que é pago à parte, no entanto, se vierem a Viena e quiserem provar o bolo, vão ter que pedir com o creme, pois fica impossível comê-lo, visto que se torna muito seco.
Ao lado do museu Albertina também se encontrava a Ópera, segundo o guia, o edifício teve alguns problemas na construção, as medidas estavam erradas e parecia uma estação de comboios, portanto ninguém gostava da construção, por isso um dos arquitetos suicidou-se e o outro morreu umas semanas depois de um problema de saúde que agora não me recordo, ou seja, nenhum dos dois viveu para ver a grande abertura da ópera. Hoje em dia todos gostam do monumento e não é odiado como antes.
Mais um facto importante, os preços para ver os espetáculos na ópera são por volta de 400 euros, contudo, se quiserem ficar de pé, em vez de ficarem sentados nos lugares que valem ouro, podem adquirir um bilhete por 3 ou 4 euros, se eu soubesse disso antes tinha ido assistir a um espetáculo, habituada a estar em pé já eu estou. 
Ainda no museu Albertina, no cimo situava-se uma estátua, não era a estátua de Franz Joseph I, era de um herói de guerra, no entanto era o seu nome que lá estava, pois tinha sido ele a pagá-la.

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Franz Joseph I foi quem reinou durante mais tempo em Áustria, reinou durante 68 anos, após a morte dele só houve mais um rei que reinou durante um curto espaço de tempo e a partir daí a Áustria tornou-se numa democracia. A sua tetra avó foi Maria Teresa uma importante figura histórica, pois foi a primeira e única mulher a reinar em Áustria, teve 16 filhos, ou seja, passou a maior parte da vida grávida. 
Em frente ao museu Albertina estava um memorial aos judeus que foram mortos no holocausto, o guia explicou que só por volta dos anos 80 é que as pessoas começaram a falar disso, até lá era um tema evitado e nem sequer era ensinado nas aulas de história, portanto aquele memorial era recente.

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Durante a segunda guerra mundial os judeus eram humilhados na rua, obrigados a lavar as ruas com escovas de dentes, enquanto as outras pessoas lhes davam pontapés e os insultavam. 
Após o memorial aos judeus, seguimos para o primeiro palácio da família real, os Habsburgs, era um palácio pequeno em comparação com o que construíram a seguir, o novo tinha mais de 400 quartos, o guia explicou que tantos quartos eram precisos devido aos servos que eram necessários, cada membro da família real tinha direito a pelo menos 50 criados, a imperatriz Maria Teresa teve 16 filhos, por isso imaginem só o número de quartos necessários para tantos criados. 

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Atualmente, o quarto da imperatriz Maria Teresa é usado como escritório do presidente de Áustria, foi um quarto produtivo, de certeza que é por isso que é o escritório presidencial. 
A família real tinha dois enormes palácios na mesma cidade e devem questionar-se acerca do motivo. Antigamente a cidade estava rodeada por muralhas e quando chegava o Verão tornava-se impossível ficar dentro dessas muralhas, pois não havia sistemas de esgoto, o cheiro fétido alastrava-se pela cidade, assim como centenas de ratos a correr pelas ruas, as pessoas queriam escapar da cidade nessa altura e por isso construíam casas de férias do outro lado dos muros. O palácio schonbrunn era o palácio de férias da família real, era lá que passavam os verões. 
Dentro do palácio que se situava dentro dos muros da cidade, estava a capela da família real, foi lá que se realizaram todos os casamentos da família Habsburgs, inclusivamente de Napoleão Bonaparte. Napoleão casou com uma princesa austríaca só que não pode estar presente no dia do casamento, pois estava ocupado com as suas batalhas, então o seu irmão tomou o lugar dele. Quem realizou o casamento teve que benzer umas 8 alianças, pois não tinham a certeza de qual seria o tamanho da aliança que serviria a Napoleão. 
O casamento entre Napoleão e a princesa austríaca foi estratégico, pois Napoleão era inimigo do imperador austríaco da altura, logo uma forma de acabar com isso seria tornando-o no seu genro. 
Aprendi também um pouco acerca da rainha sisi, cônjuge do rei Franz Joseph I. O seu nome era Elisabete, sisi era a alcunha, ela nasceu numa quinta fora cidade, uma quinta abastada, a sua família tinha posses e um dia, durante a sua adolescência, enviam-na para Viena para casar com um membro da família real. Ela  estava habituada à vida no campo e de repente tem que acarretar com um monte de responsabilidades reais. 
Um dia Sisi deu à luz uma menina, a bebé estava doente e ela tinha assuntos reais a tratar em Budapeste, ela queria levar a bebé consigo, mas não deixaram, disseran-lhe que iriam tratar dela. A bebé acabou por morrer e desde aí que Sisi ficou indignada e passou o resto da vida a tentar escapar de Viena, acabou por ter um fim trágico ao ser morta na Suíça. 
Seguimos caminho para a "heroes square", tem esse nome devido a ter duas estátuas de dois heróis de guerra, segundo o guia, havia pela cidade várias estátuas de heróis de guerra, pois pelo menos 400 pessoas assim foram nomeadas pelos seus atos heróicos. 
Uma era de um general que conseguio derrotar Napoleão numa batalha, o que não serviu de muito, pois perdeu a batalha  seguinte contra ele, mas pelo menos mostrou ao resto do mundo que Napoleão não era invencível, desmistificou essa crença. 

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A outra estátua era de um general que expulsou os otomanos de vez do império austríaco, eles já tinham conquistado quase toda a Europa e continuavam a invadi-la, depois do senhor que estava representado na estátua os ter derrotado, eles nunca mais voltaram, foram expulsos de vez. 

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A seguir à "heroes square" fomos ver a cripta real, neste caso ficámos cá fora, só vimos o local onde era, pois para entrar era necessário pagar. Para além de cripta, também é um mosteiro completamente funcional, o guia explicou a cerimónia que sucedia sempre que um membro da família real falecia. Primeiro alguém batia à porta da cripta e era aberta pelo monge mais velho que habitava no mosteiro. O monge perguntava "quem é?", o guarda real respondia "é o imperador do império austríaco,..." e mencionava todos os títulos do falecido, o monge respondia que não sabia quem era e fechava a porta. Voltavam a bater à porta, o monge voltava a perguntar quem era e desta vez o guarda real dizia menos títulos, o monge mais uma vez dizia que não sabia quem era. À terceira era de vez, batiam à porta, o monge perguntava quem era e respondiam "é uma alma perdida" e o monge deixava entrar. 
No final de tomar conhecimento acerca do ritual fúnebre concedido à família real, foi me mostrado o café mais antigo de Viena, para quem não sabe, Viena é conhecida pelo seu café, diz-se ser dos melhores e foi naquele café que Mozart deu também o seu último concerto. 
O mito do café em Áustria começou na altura em que os turcos invadiam a Europa, foram derrotados com a ajuda de um espião turco, o rei disse que lhe dava o que ele quisesse como forma de agradecimento e ele apenas quis ficar com os pertences que os turcos, que foram derrotados e expulsos, deixaram para trás. Os turcos andavam sempre com grãos de café consigo e, por isso, esse espião conseguiu abrir a primeira cafeteria em Viena, usando o café que foi deixado para trás. 

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(Café mais antigo de Viena)


Prosseguimos para a última casa onde Mozart viveu, ele não nasceu em Viena, mas passou os seus últimos anos de vida lá, como é de conhecimento comum, ele era uma criança prodígio, compôs a sua primeira música com 4 anos e um recital inteiro com 8 anos. Ele era controlado pelo pai desde sempre, nunca chegou a ter uma infância normal, não tinha amigos, pois o pai só queria que ele passasse a vida em concertos. O seu pai morreu quando ele tinha 21 anos e desde essa altura que ele ficou sem rumo, não sabia o que fazer e começou a gastar o dinheiro todo em mulheres e álcool, teve uma vida breve, morreu antes dos 40 anos. Muitas pessoas acreditam que Mozart e Beethoven foram amigos, mas eles nunca se chegaram a conhecer. Beethoven chegou a ir a Viena à procura de Mozart para ter aulas de piano, só que teve a notícia de que a sua mãe estava a morrer e voltou a casa, fez o funeral e depois voltou para Viena para as aulas com Mozart, só que nessa altura Mozart já tinha morrido. 

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A excursão acabou na catedral de santo Estêvão, chegou a ser o edifício mais alto do mundo, é o coração de Viena, segundo o guia. Com a segunda guerra mundial a cidade foi bombardeada, porém a catedral não foi afetada, contudo foi afetada com um incêndio e por isso teve que ser reconstruída. 

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Acabou assim a excursão, tentei contar o máximo que me consigo lembrar, pois foram duas horas de vária informação acerca de Viena e sei que me esqueci de algumas coisas.


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