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O começo de uma viagem (in)esperada

Quero contar-te a minha aventura na Nova Zelândia, porque foi uma experiência muito inspiradora que transformou a minha vida. Eu tinha 20 anos, quando decidi ir meio ano para o exterior depois de obter os meus "A Levels" (qualificação académica atribuída no final do ensino secundário). A decisão recaiu logo sobre a Nova Zelândia, por três motivos: 1. tinha um grande interesse pela cultura Maori; 2. amo a paisagem do Senhor dos Anéis, que foi filmada na Nova Zelândia e sempre quis ir vê-la ao vivo e a cores; 3. tenho lá amigos e o meu cavalo favorito vive lá, mas isso é outra história que não vou contar aqui. Eu decidi ir com o meu namorado. Antes da viagem, preparei o meu Visto de Trabalho e Viagem e economizei algum dinheiro para as viagens.

No dia 8 de setembro de 2013, teve início a minha viagem de Munique com um voo que sobrevoou Cingapura e Brisbane até chegar a Wellington. No total, viajei 38 horas até chegar ao aeroporto de Wellington. Este foi o meu primeiro voo durante 10 anos e logo com esta distância! A aterragem em Wellington foi uma grande aventura, porque foi levemente tempestuosa. Se não tiveres voado há muitos anos e depois apanhares uma tempestade, poderás ver o mar a chegar cada vez mais perto, mas não há qualquer aeroporto à vista, o que pode ser um pouco assustador. Porém, e felizmente, antes da minha viagem eu não sabia que Wellington era um dos aeroportos perigosos, visto ter uma pista de aterragem muito estreita e ventos fortes. Tudo correu bem e tivemos apenas que preencher alguns formulários sobre o que estávamos a trazer para o país, onde é que estivemos antes, que doenças tivemos, onde íamos ficar, o que estávamos ali a fazer e esse tipo de informação. Eu estava tão feliz por ver os meus amigos. Eles levaram-nos do aeroporto para a casa deles, que também fica a uma hora de Wellington.

A primeira coisa que nós adquirimos lá foi uma comida típica de Nova Zelândia: peixe e batatas fritas. O tempo não estava muito agradável quando chegámos: estava escuro, a chover, a fazer vento e devia mesmo piorar. De qualquer maneira, a Nova Zelândia foi impressionante à primeira vista, não importa se vista de cima ou no chão e também independentemente do tempo. Eu só queria ir para a cama, porque estava cansada depois daquelas longas viagens, mas os nossos amigos mantiveram-nos acordados até às 21 horas, dizendo que a diferença horária e de altitude é mais fácil quanto mais rápido nos adaptarmos ao tempo. E eu penso que é verdade. Acordei uma vez durante a noite, às três horas, mas voltei a adormecer novamente e não tive nenhum problema depois.

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No nosso primeiro dia na Nova Zelândia, acordamos tarde e começamos a organizar as coisas. os nossos amigos levaram-nos à cidade onde adquirimos novos cartões SIM e nos tornamos membros da AA, que corresponde à nova zealandic ADAC, uma empresa de seguros de automóveis e condução. Tens direito a um ano grátis, se fores membro da ADAC na Alemanha. Também começamos a procurar carros, mas não encontramos nenhum adequado. Nos dias seguintes, analisamos diferentes carros de diversas empresas. Nós queríamos comprar um carro, porque seria muito mais fácil andar pelo país do que de comboio ou autocarro. Nós não podíamos alugar um porque para isso alguém teria de ter pelo menos 21 anos, e nenhum de nós tinha. Além disso, os contratos de meio ano são muito caros. Mas, o que não é lógico, é que podes comprar um carro com menos de 21 anos. Para nós é importante que o carro não seja muito caro, não seja velho demais, assim nós os dois podíamos conduzi-lo, e também deveria ser automático e queríamos poder dormir nele. Depois de experimentarmos alguns, decidimos comprar um Subaru Forester, que poderíamos obter em poucos dias, quando ele estivesse limpo e com o seu WOF, que é o novo TÜV da Nova Zelândia. Foi difícil comprarmos um carro, já que ninguém sabia o que procurar e tínhamos medo que nos dessem um mau carro. Eu queria um automático, com certeza, porque na Nova Zelândia conduz-se no lado esquerdo e, portanto, tem de se mudar de mudança também com a outra mão e acho que não iria ser capaz de fazer isso, enquanto me concentrava nas estradas.

A próxima coisa que fizemos foi abrir uma conta bancária, de que precisaríamos para trabalhar. Fizemos isso com o Kiwi Bank, porque era grátis durante um ano. Para isso, precisas de fornecer os teus dados pessoais e eles querem o teu cartão de identidade, licença de condução e passaporte, para verificarem isso. A licença de condução foi desde logo um problema, porque eles não conseguiram encontrar a data de expiração e não acreditaram em mim quando lhes disse que não tinha uma. O passaporte também ia ser um problema, mas falarei mais sobre isso depois. Mais tarde íamos receber uma carta e assim verificariam o nosso endereço. Estou realmente muito agradecida aos nossos amigos por nos terem ajudado muito e nós também poderíamos viver com eles. Sem eles, teria sido muito mais stressante e tido mais problemas.

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Por agora, todas as burocacracias parecem estar bem tratadas e podemos dar início à nossa aventura. :)


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