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Aventura em Istambul 2º dia

Publicado por Catarina Serrano — um ano atrás

0 Etiquetas: Experiências Erasmus Istanbul, Istanbul, Turquia


Segundo a meteorologia, chovia neste dia e no próximo, portanto iríamos dedicar estes dias a ir ver museus e o grand bazaar, pois era o dia em que chovia mais, a meteorologia dizia que iria chover o dia inteiro.
Acordámos cedo para podermos usufruir do pequeno almoço e eu nem sei como descrever aquele pequeno almoço, mas antes de descrevê-lo, vou contar o que aconteceu antes. Faltavam 15 minutos para a hora do pequeno almoço que era servido no edifício ao lado e nós fomos para lá, só que a porta estava fechada, portanto batemos e dissemos que estávamos ali para o pequeno almoço, o homem disse que ainda faltavam uns minutos e deixou-nos na rua, ao frio, gostava de saber o que é que custava ter-nos deixado entrar lá para dentro, enfim. O pequeno almoço era um prato com duas fatias de pão, uma mini fatia de salame, três rodelas de tomate, três rodelas de pepino, 4 azeitonas ressequidas, geleia de rosa, uma tira de um legume que não consegui identificar o que era, parecia repolho, e chá turco, eu chamo a toda esta refeição dieta forçada. 

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No final de comermos fomos para a parte europeia da cidade, pois, como sabem, Istambul está dividida estre duas placas tectónicas, a do continente asiático e a do europeu, o nosso hostel fica na parte asiática, ou seja, ficamos a 8km da parte histórica da cidade que é na parte europeia, logo precisamos de nos deslocar sempre de metro.
O primeiro local a ir era o grand bazaar, coloquei a direção no GPS do meu telemóvel e andámos às voltas à procura do edifício, só que não encontrávamos, o meu GPS estava, mais uma vez, a enganar-me, até que entendemos que ele nos estava a indicar o caminho certo, só que para ir para lá era preciso passar por um portão e esse portão estava fechado, mais tarde viemos a descobrir que o grand bazaar fecha ao domingo, grande azar, logo no dia em que fomos.
Não havia grand bazaar, mas havia uma espécie de feira a decorrer ao lado e como não tínhamos nada para fazer, decidimos ir lá dar uma vista de olhos e foi aí que tive o primeiro contacto com o vendedor turco e entendi como é que eles funcionam.
Se pararmos numa barraca de um turco, ele vai aparecer e começar a perguntar o que é que estamos à procura e se vir que estamos interessados numa coisa, ele vai dizer que nas outras tendas o preço é o dobro, só que ele faz mais barato e como é para nós, faz ainda um preço mais especial, se mesmo assim dissermos que não estamos interessados, ele começa a baixar o preço do produto, quanto mais dissermos que não, mais ele baixa. Para cada argumento usado eles vão encontrar uma solução, por exemplo, se disserem que não têm dinheiro suficiente para comprar, eles dizem "trás quanto consigo?" e aceitam esse dinheiro, comprei assim um cinto, ele estava a insistir comigo, eu disse-lhe que gostava muito do cinto e ele aceitou as 20 liras que eu levava, o preço que ele me começou por dizer foi de 70 liras, é bastante fácil regatear com eles.
Se não querem comprar nada, então não olhem para nada, porque se eles vos virem a olhar, eles vão tentar puxar-vos para dentro da tenda deles e mesmo que não olhem, eles vão chamar por vocês e eu sei que é uma falta de educação falarem para nós e não respondermos, mas se responderem, eles não vos vão largar até conseguirem vender o produto deles, isto é o vendedor turco.
A Carolina queria comprar um lenço para a cunhada e para a mãe e encontrámos uma barraca com lenços, o homem começou por dizer os preços muito altos, a Carolina disse que não e ele começou a baixar até que chegou a um preço que lhe agradava e nós dissemos que íamos ao multibanco, o desespero estampou-se na cara do homem, voltou a baixar o preço e a dizer para não irmos ao multibanco, estava com medo que não voltassemos, eu prometi-lhe que voltava e, mesmo assim, ficou com uma cara tão triste quando fomos embora. Tal como prometi, voltámos e a cara do homem iluminou-se, deve ter pensado "finalmente pessoas honestas que dizem que voltam e voltam mesmo".
Assim que tentámos sair da feira, começou toda a gente a chamar por nós para lhes comprarmos coisas, quase que se matam uns aos outros para conseguirem vender. 
O próximo local que fomos visitar foi a mesquita azul, a entrada era grátis, o único senão era ter que usar um pano por cima da cabeça e uma saia até aos pés para poder entrar lá dentro, podia ter tirado fotos tão lindas no interior, mas não pude, estava vestida que nem uma freira colorida.

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Era necessário descalçar também os sapatos, era a única coisa à qual também obrigavam os homens. Eu tinha que entrar com a cabeça toda tapada porquê? Qual é o problema deles com o cabelo feminino? Tudo bem que existam mulheres que usem esses lenços na cabeça, mas porque razão é que consideram desrespeitoso eu entrar numa mesquita com o cabelo à mostra e porque razão é que não consideram o cabelo dos homens um desrespeito também? Julgam que o cabelo das mulheres têm alguma espécie de vírus contagioso e o dos homens não, pois o penis torna-os imune? Será isso? 
Tudo bem que é a religião deles, mas eles deviam respeitar quem não quer usar o manto na cabeça, nunca uma igreja católica iria obrigar uma mulher islâmica a tirar a burka para entrar lá dentro, isto é só a minha opinião. 

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Depois de toda a minha revolta devido à mesquita, começou a chover, na meteorologia dizia que ia chover o dia inteiro, no entanto, só começou a chover depois das 13h, ou seja, podia ter feito todo um plano diferente para este dia se a meteorologia não me tivesse enganado. 
Fomos almoçar ao quinto restaurante que encontrámos, pois naqueles em que paravamos eu fazia questão de perguntar se era possível pagar com cartão e só na quinta vez é que foi possível, não me estava a apetecer levantar dinheiro, foi só por isso. Comemos um wrap de frango, era o mais barato e até tive direito à companhia de um felino que veio sentar-se no sofá ao meu lado, pois o local onde estávamos a comer era no exterior, claro que estava protegido da chuva e tinha aquecimento. 

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No final do almoço apanhámos o metro para o outro lado, o lado asiático, o objetivo era ir visitar dois museus à tarde, caminhámos à chuva até ao primeiro e esse era o mais longínquo, chegámos lá, passámos pelo detetor de metais, tive que tirar a mala, a câmara, os sacos que levava, toda esta trabalheira (acreditem que é, pois tenho o cabelo comprido e depois prende-se na mala e na câmara ao tirar e a meter) para no momento em que fui comprar o bilhete o homem me dizer que não aceitam cartão, como assim não aceitam cartão num museu? Até numa barraca de sumos no meio da rua aceitaram o meu cartão, no outro dia. Seguimos caminho para o próximo museu  e, mais uma vez, tinha detetor de metais e teria que tirar tudo de cima de mim, só que desta vez perguntei logo se dava para pagar com cartão e a resposta foi afirmativa, só que houve mais um problema, o preço não chegava a 3 euros para estudantes, mas a Carolina tinha-se esquecido de levar o cartão de estudante dela, já é a terceira vez que isto acontece! Ela disse que esperava por mim enquanto eu via a exposição, como é óbvio não ia fazer-lhe isso, deixá-la ali à espera como faço com o meu pai quando vou às compras, nem um banco ali havia para ela se sentar, o meu pai sempre tem os bancos à porta das lojas. 
Voltámos para o hostel, pois estava um tempo desagradável, e fui ver as minhas compras, tinha comprado um cinto que dizia "Moschino", era o suposto, só que quando olhei bem para ele vi que dizia "Moschio", ia voltar à barraca do turco que mo vendeu no próximo dia para trocar aquilo. Esse mesmo turco tinha-me pedido o meu instagram antes de eu me ir embora e eu dei, visto que ele tinha sido simpático por me vender o cinto por tão pouco dinheiro, maldita a hora em que o fiz, pois recebi mensagens dele à tarde a assediar-me.  
Faltavam agora 6 dias para voltar a Portugal.


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