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Uma obra de cortar a respiração!

Publicado por Ana Carolina Helena — há 2 anos

De que se trata?

Uma obra de cortar a respiração!

Vista à entrada - Setembro de 2016

A Basílica de São Pedro, em plena Cidade do Vaticano, é o símbolo máximo de Arquitectura da Igreja Católica. Trata-se de uma obra magestosa construída ao longo de séculos e séculos, onde a intervenção dos mais valerosos arquitectos se fez sentir. Como exemplo, Bramante e Michelângelo

Construída supostamente no local da Igreja Primordial de Pedro, apóstolo a quem Jesus Cristo incumbiu a missão de prolongar a apostolização na Terra e que é considerado o primeiro Papa. Assim como Pedro está sepultado no local, muitos foram os Papas que se seguiram, como é o caso de João Paulo II, que tiveram o mesmo destino e encontraram a sua residência final ao longo da enorme praça que acolhe a Basílica. 

O último projecto data do século XVI  e é notória a influência Barroca e do espírito de Contra-reforma latente. A praça, que se diz poder acolher até 60.000 fiéis, desenvolve-se numa forma curva que mimetiza metaforicamente um abraço, convidando os fiéis a vir até si. 

Uma obra de cortar a respiração!

Vista ao cair da noite - Setembro de 2016

No interior da Basílica, é possível observar riquíssima decoração, obras escultóricas marcantes para a História de Arte e pinturas murais que contam a história desta instituição. É um espaço gigantesco, onde parece não ter havido de todo olho nas despesas mas que impressiona pela sua magestade e desproporção Homem-Edifício. 

Como chegar?

Chegar à Praça e à Basílica de São Pedro é muito simples, basta utilizar os meios de transportes públicos oferecidos pela cidade de Roma ou caminhar de qualquer ponto do centro histórico de Roma, já que as distâncias não são muito grandes. 

Na altura em que fiz a minha visita e vinda dos Musei Vaticani, optei por andar a pé depois de ter parado na estação da linha A - Ottaviano - Musei Vaticani. Para encontrar outras opções, como por exemplo, autocarros basta uma pequena pesquisa no Google, já que está tudo muito bem explicado e documentado. 

Quando visitar?

A Basílica está aberta todos os dias, no Inverno (1 de Outubro a 31 de Março) entre as 07.00 e as 18.30 e no Verão (1 de Abril a 30 de Setembro) até meia hora mais tarde, fechando às 19.00. 

Esta é uma atracção extremamente acorrida pelos turistas de todo o mundo que vêm a Roma e portanto há que confirmar as horas de maior afluência. Visitar a Praça nos dias em que o Papa faz aparições públicas também é muito mais agitado (se não me engano às Quartas-feiras e aos Domingos, sempre que em Roma). 

Eu visitei a Praça e a Basílica numa Sexta-feira à tarde, por volta das 17.00, em meados de Setembro. Ao contrário dos Musei Vaticani, não me senti de todo claustrofóbica e o número de visitantes por hora, o fluxo, era razoável para a dimensão do espaço visitado.

Quanto custa?

Visitar a Basílica e a Praça de São Pedro, ao contrário dos Musei Vaticani, é totalmente gratuito já que se trata de um espaço de culto religioso, aberto a todos aqueles que o queiram visitar e quem sabe nele rezar. 

Uma obra de cortar a respiração!

Esculturas na arcada da Praça - Setembro de 2016

O único procedimento a formalizar à entrada é mesmo a passagem pelas linhas de segurança, que se tornam um pouco chatas e morosas. À altura da minha visita - Setembro de 2016 - existiam duas e o procedimento é extremamente parecido com o dos aeroportos antes do embarque. Atenção a líquidos ou a produtos projectáveis pois podem implicar com eles e quer retê-los. O melhor mesmo é consultar online os objectos proibídos antes de ir. 

Compreendo a preocupação com a segurança, tratando-se do espaço que é, especialmente após os atentados terroristas que têm marcado os últimos meses na Europa, mas duas linhas parece-me exagerado já que é difícil controlar e guiar tanta gente que pretende visitar o espaço. Para além do mais, toda a artilharia necessária à segurança criar ruído na paisagem e encerra a praça a toda a volta, o que vai contra o conceito de espaço aberto, de convite e de recepção dos fiéis. 

Outra coisa que é fundamental dizer e que se aplica maioritariamente no Verão, quando faz imenso calor em Roma, é que quem não se apresentar vestido de maneira decorosa pode ser barrado à entrada. Nada de camisolas de alças ou saias ou calções acima dos joelhos; os ombros devem ser tapados e a parte de baixo comprida o suficiente. Esta regra aplica-se tanto a Homens como a Mulheres. Nas imediações, existem muitos comerciantes que se aproveitam do esquecimento ou da falta de informação das pessoas e que vendem lenços a preços nem sempre convidativos que improvisam uma saia mais comprida ou uma cobertura para os ombros.

Impressões Finais

Esta era uma visita que eu muito ansiava nos dias que estive em Roma. Visitei imediatamente após os Musei Vaticani, num dia que dediquei totalmente a esta Cidade-Estado, sede da Igreja Católica. 

Cheguei por volta das 17.00, depois de um almoço tardio e improvisado, para começar a visita. Passei as duas linhas de segurança em cerca de 20 minutos e depois comecei a explorar a Praça. A Praça é realmente interessante e, como estudante de Arquitectura, perdi algum tempo a observar o seu formato e a forma como é que está orientada para a Basílica. O espaço é convidativo à permanência e muitos eram os grupos reunidos no exterior em oração ou em recolhimento. A arcada lateral é imponente e cehia de peças escultóricas que compõem a severidade do lugar. As esculturas são maiores do que as pessoas, mas como estão tão altas é quase impossível notar. 

A entrada para a Basílica é feita pela porta lateral direita quando de frente para a fachada principal e a saída pela porta oposta, de modo a garantir o fluxo de pessoas. No interior, a decoração e todos os detalhes deixam de queixo caído os visitantes. Lembro-me de ter sido tomada pela emoção e de querer observar e deambular para absorver todos os detalhes. A visita é livre e não guiada. Pessoalmente optei por começar pelas naves lateriais e descobrir, pouco a pouco, as incontáveis capelas lateriais destinadas ao culto dos Santos ou aos restos mortais dos Papas.

Uma obra de cortar a respiração!

Altar da Basílica - Setembro de 2016

Ao centro, no altar, situa-se a bela peça de Borromini, a coluna torsa, tão inovadora no seu tempo e ainda impressionante hoje em dia. Todos os materiais são ricos - mármores, talha dourada, entre outros - e as peças pertencem a alguns dos nomes mais importantes da Pintura, Escultura e Arquitectura do período como Bernini, Borromini, Michelângelo e Leonardo da Vinci (a Pietà está exposta no interior da Basílica).

A forma como a luz entra é também estudada de modo perfeito, criando um ambiente de paz e de traquilidade do interior. Julgo que quando fui também tocava música de fundo. Perdi cerca de 45 minutos a 1 hora no interior - acho que nunca dispendi tanto tempo no interior de um templo religioso - entre percorrer todos os espaços, deambular pelo corredor central e sentar-me num dos bancos da audiência, onde reflecti entre muitas outras coisas o poder atingido por esta instituição, o peso e poder que tem e que teve e as possibilidades do sonho humano.

Uma obra de cortar a respiração!

A famosa Pietà - Setembro de 2016

Uma visita que se tornou reveladora e que julgo fazer falta a todos, religiosos e não religiosos, uma vez na vida, pois mais do que um lugar de culto é também uma marca importantíssima na História Ocidental e dos países de matriz católica. Guardar algum tempo para fazer esta volta com tempo e com atenção, pois é realmente meritório. Para quem queira é ainda possível adquirir um Audioguia ou marcar uma visita guiada, que segundo li no site permite o acesso a áreas que geralmente estão fechadas ao público. Meritório!  

Dica para os mais aventureiros: fazer um passeio nocturno para observar as luzes da Praça e a forma como a Basílica fica iluminada de noite. Batas esperar que a noite caia que as luzes se ligam imediatamente. Não será possível entrar no interiror mas uma passeata ao redor será muito agradável e dará uma diferente perspectiva daquela que é a diurna. Na via que vai dar ao Castelo de Sant'Angelo existem muitos sem-abrigo mas nunca me senti insegura, mesmo num grupo só de raparigas. Inclusivamente jantámos num banquinho no local com vista previligiada. 

Uma obra de cortar a respiração!

Vista geral do interior - Setembro de 2016

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