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The Riga National Zoo


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O Zoo de Riga

Publicado por Beatriz Alexandre — há 4 anos

Riga National Zoo

O Zoo da periferia de Riga foi construído nos inícios do século XX e já passou por várias fases. Vou passar a contar-vos a minha experiência relativamente a este parque, e tentar explicar-vos em que fase acho que este zoo se encontra, para que possam tirar as vossas próprias ilações e decidir se o visitarão na vossa visita a Riga, ou não!

Chegar a este jardim zoologico não é de todo difícil. Contudo, se estiver no centro da cidade de Riga aconselho a que a deslocação seja feita ou de carro ou nos metros superficiais! Nós escolhemos a segunda opção, até porque não tínhamos transporte próprio. O caminho fez-se bem, e relativamente rápido. Comprar os bilhetes para este metro (de superfície) é fácil, existem vários pontos de venda em algumas das paragens do metro e o próprio metro tem máquinas próprias para o efeito. Mais: as viagens são realmente baratas (cerca de 0, 60€ se a memória não me falha). Por isso cansar os pezinhos não é extremamente necessário, pelo menos não nesta cidade.

Continuando. Chegando ao Zoologico. A entrada tem desconto para estudantes e crianças, por isso, se és estudante, aconselho-te a andares sempre apetrechado daquele valioso cartão verde que é o ISI Card! E que te dá descontos em tantas coisas. O bilhete ficou a quatro euros, é bem acessível.

Ao entrar deparámo-nos logo com o símbolo gráfico da National Geographic (deixo-vos a imagem em baixo para verem) num formato bem grande na entrada. Alguma dinâmica apresentada logo no começo, pensámos.

Os primeiros animais que vimos foram flamingos, muitos e todos muito entretidos com as próprias vidas para nos ligarem alguma. Do lado esquerdo estava um tanque vazio no qual deveriam estar focas. Mais à frente estavam dois leões marinhos, também eles muito sonolentos.

Continuámos a andar, parecíamos sozinhos naquele zoológico enorme. Pelo caminho do lado esquerdo estavam os macacos, esses sim, divertidos e atentos. Depois passámos para o "aquário", onde vimos imensas éspecies de peixes, de vários tamanhos, assim como tartarugas e cágados.

Depois vimos camelos, perus soltos, lobos, urso, leão, tigre, papagaios. Mais à frente havia uma casinha que tinha em exposição sapinhos e algumas cobras não muito grandes.

Vimos ainda (o que foi para mim a parte mais interessante) uma das partes do zoo que tinha um verdadeiro ambiente de pântano, sítio bem decorado, com luzes adequadas e com os cheiros próprios nas diversas divisões. Aí estavam animais que nunca antes tinha visto. Sapos que pareciam um ser qualquer do espaço mas de plástico, outros pareciam ter falta de alguma parte que dizemos ser normal um sapo ter. Muito divertido. Aqui também havia pequenos lagos com cágados e outros animais. Aqui, em corredores escuros, existiam cobras, aranhas, sardões, lagartos, e até formigas num verdadeiro microambiente (adorei ver as formigas num verdadeiro esforço de esquipa em busca de sobrevivência).

Outra parte que me pareceu das mais bem cuidadas, foi a zona onde habitavam as girafas. Umas maiores, outras mais pequenas. Todas suficiente ativas e interativas, pelo menos! Mesmo ao pé da zona das girafas está um spot muito bem localizado que permite uma vista privilegiada sobre o lago. Um lugar muito engraçado e bastanto pacífico.

Este parque tem, na realidade, muitas espécies de animais diferentes, para todos os gostos e feitios como se costuma dizer. Tem as áreas bem definidas e espaçadas. Contudo, há alguns pontos fracos a apontar. Ou caso contrário, não seria sincera com vocês. Apesar da variedade de animais e da coisa estar bem organizada, este zoo parece ter uma falta grande de dinâmica. Parece ter parado no tempo, e limitado o seu propósito ao seu propósito. Com isto quero dizer, que parece ter falta de investimento naqueles que acredito serem os "negócios perriféricos", como gosto de lhe chamr. Isto porque, um parque como este, de médio tamanho, demora pelo menos cerca três horas e meia a ser visto por completo, ou seja, nos entretantos os seus visitantes vão ficar com fome, com sede, com vontade de ir à casa de banho ou de comprar um bombom, balão ou um urso de peluche aos filhos. Dois espaços minúsculos a servirem de aglutinadores de todos estes bens e serviços não é, de todo, suficiente.

Acredito, por isso, que investir neste tipo de negócios e disseminá-los seria avivar e dinamizar este zoo. Vivacidade e dinamismo, duas qualidades que faltam no zoo e que parecem, ironicamente, faltar nos próprios animais. Este é outro ponto fraco do zoo, por vezes dá-nos a sensação que os animais não estão felizes, uns parecem tão magros, outros tão solitários. De imediato associamos estas sensações ao espaço onde estão inseridos, que parece, por vezes, pouco cuidado.

Assim, apesar dos pontos fracos que vos falei anteriormente, este zoo presenteia-nos com uma variedade surpreendente de animais e preços acessíveis que, contudo, não se coadunam com a falta de investimento feito nos negócios periféricos, que poderiam ser um boa fonte de rendimento e que possibilitariam uma maior visibilidade do próprio zoo.

Dica: Como já disse anteriormente, neste zoo existem apenas dois pequeníssimos quiosques de venda de comida o que se reflete nos preços exagerados e na pouca variedade de produtos oferecidos. Neste sentido, se for com crianças, aconselhamos que sejam levados pequenos lanchinhos, porque o passeio ainda demora!

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