#3 Cracóvia, Auschwitz e Zakopane

Publicado por Maria Matos — há 2 anos

Blogue: Viagens durante Erasmus
Etiquetas: Blogue Erasmus Polônia, Polônia, Polônia

A terceira viagem que fiz foi à Polónia, num fim-de-semana prolongado. Comprámos um bilhete de autocarro através da Flixbus, que ficou cerca de 30 euros ida e volta, e partimos de Budapeste numa viagem de oito horas até Cracóvia.

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Chegámos muito tarde e fomos diretamente para o nosso hostel, Woodpecker Hostel, que ficava mesmo junto à Old Town. O hostel é agradável, barato, tem uma cozinha e um espaço comum e a localização é, de facto, excelente (dá para caminhar até à estação de autocarros!).

No dia seguinte estava um dia gelado, nevava imenso, mas mesmo assim decidimos explorar a cidade. Começámos por fazer uma Free Walking Tour pela Old Town, que demorou cerca de 2 horas. Visitámos a praça do Mercado Principal, a basílica de Santa Maria, a Cloth Hall e Town Hall Tower, a igreja St Francis, o Bishop’s Palace e no final subimos até ao Castelo Real de Wawel. Vale muito a pena fazer a visita guiada para saber mais sobre a história desses locais. Estar em Cracóvia é como voltar ao passado, graças à sua arquitetura e ambiente geral (não se vê carros!).

Almoçámos no Pod Wawelem, um restaurante com comida tradicional e cerveja barata. As doses são gigantes, dá perfeitamente para partilhar entre duas pessoas! A comida é boa, mas também pesada!

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A seguir ao almoço decidimos fazer outra Free Walking Tour porque queríamos ficar a conhecer uma outra parte da cidade – a história dos judeus durante o Holocausto. Começámos a tour em frente à Old Synagogue com um guia que era bastante carismático. A visita passa por alguns locais importantes para os judeus ao mesmo tempo que conta a história destes, desde o início da sua vinda para Cracóvia, passando obviamente pelos tempos do Holocausto até aos dias de hoje. Visitámos o Jewish district, que tem uma atmosfera muito “boémia”, Kazimierz, a Szeroka Street, a Remuh Synagogue, Plac Nowy Square, o antigo ghetto, o Ghetto Heroes Square e a antiga ghetto wall. Enquanto estávamos a fazer a visita estava a nevar bastante, mas o guia foi muito simpático e entrámos num dos bares do Jewish quarter e ficámos por lá algum tempo a beber uma cerveja enquanto ele contava histórias emocionantes sobre o período da Segunda Guerra Mundial.

No final da visita guiada, o guia acabou por partilhar com o grupo uma história pessoal sobre o seu avó, que em tempos recusou-se a ajudar um Judeu que estava a ser perseguido pelos Nazi, e que acabou por se arrepender desse ato até ao final da sua vida. Foi uma visita emocionante a aconselho bastante, pois é uma verdadeira lição de história.

Nessa noite jantámos no Boccanera, um restaurante italiano excelente na Old Town e com preços acessíveis.

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No dia seguinte tínhamos uma visita em Auschwitz, marcada através do Get Your Guide (inclui transporte e visitas guiadas em Auschwitz e Birkenau). Apanhámos a camioneta num hotel não muito longe do nosso hostel e a viagem demorou cerca de 1 hora. Quando chegámos a Auschwitz, fiquei surpreendida pelo ambiente em geral. É um bocado triste ver a exploração do local. À volta do museu vê-se imensos restaurantes turísticos e a cada minuto chega uma nova camioneta com vários visitantes. Mas, ao mesmo tempo, é bom que tanta gente visite o museu. Fiquei contente por estar com o grupo da visita guiada pois as filas para visitas individuais eram uma loucura, recomendo mesmo que reservem o bilhete com antecedência!

Ao fim de meia hora de espera acabámos por entrar, deram-nos uns auriculares e começou a visita (num grupo de cerca de 30 pessoas). Não há muito a dizer sobre Auschwitz que já não se saiba, é de facto impressionante, e caminhar pelo museu é uma experiência marcante. Por um lado gostei de ter feito a visita guiada porque é prático e porque a guia ia explicando o que estávamos a ver e fazia um enquadramento histórico. No entanto, a visita foi um bocado feita à pressa para dar a vez aos milhares de visitantes que vão entrando, o que pode ser um bocado frustrante para quem, como eu, queria ter tido tempo de digerir toda a informação. A visita também incluia o campo Birkenau, portanto apanhámos outra camioneta em direção ao segundo local. Durante a visita a Birkenau estavam cerca de 8 graus negativos e nevava imenso. Custou um bocadinho fazer a visita nestas condições mas ao mesmo tempo tornou tudo mais sombrio quando pensava nos prisioneiros em pijama a terem de sobreviver àquelas condições. Foi uma visita intensa mas acho que devia ser obrigatória para toda a gente.

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No dia seguinte cedo decidimos ir a Zakopane, uma cidade conhecida pelas suas montanhas e lagos muito bonitos. Fomos de autocarro e a viagem demorou cerca de 2 horas. Chegámos a Zakopane sem nada planeado e por causa disso deixo aqui a minha maior dica: evitem fazer o que eu fiz e planeiem com antecedência o que querem visitar em Zakopane. A cidade tem locais muito bonitos, como as Tatra Mountains e o lago Morskie Oko, mas para os visitar é preciso 1) ir num dia com a temperatura adequada e 2) planear com antecedência, porque alguns desses locais envolvem caminhadas de vários km que demoram um dia inteiro a fazer! Quando eu cheguei já era demasiado tarde para fazer a caminhada até ao Morskie Oko por isso decidimos fazer “hiking” por algumas montanhas. Queria muito ter subido de teleférico até ao cimo das montanhas, mas estava tanto nevoeiro que nos disseram que não valeria a pena. Ou seja, basicamente não conseguimos fazer nada do que queríamos! Mas mesmo assim a caminhada valeu muito a pena, especialmente para mim que não estou nada habituada a paisagens com montanhas e tanta neve.

No final do dia regressámos a Cracóvia de autocarro. Ainda tivemos tempo de entrar no meseu MOCAK, que recomendo para quem gosta de arte contemporânea!

Partimos para Budapeste de madrugada. A viagem não foi nada confortável e cheguei a Budapeste às 8 da manhã para ir direta para as aulas. Uma loucura, mas... faz parte do #ErasmusSpirit

Votação final: 4/5


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