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Calle Príncipe


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Uma rua repleta de arte

Publicado por Ana Albino

Num sábado normal em que não tinha nada para fazer fomos dar um passeio por Vigo! O objectivo era chegar à praia, porém, uma má interpretação do mapa trocou-nos, literalmente, as voltas! Acabámos por ser levados para outros locais... Não sabíamos era que esses locais nos iriam fascinar tanto!

Determinados no nosso objectivo de encontrar a praia, lá seguimos o nosso caminho. Passámos por várias ruas, e eis que chegámos à Calle Príncipe!

Impressionante! Aproximadamente a cada cinco passos tivemos que parar para ver algo de novo que estava a acontecer! Primeiro encontrámos o Museu de Arte Contemporânea que imediatamente nos convidou a visitá-lo. Ainda pusémos a hipótese de não entrar pois o caminho para a praia ainda era longo... Mas tínhamos o dia todo para passear, por isso lá fomos! Encontrámos uma exposição fantástica sobre o racismo e a xenofobia deixados na Europa e, mais concretamente, em Espanha pela II Guerra Mundial. Entre outros assuntos, a exposição abordava com pormenor as consequências deixadas na forma de como as pessoas agem entre si. Há micro-comportamentos como o olhar ou os gestos das mãos, que podem ser melhor ou pior aceites consoante estarmos a relacionar-nos com um americano ou com um europeu. E a exposição demonstrava como a II Grande Guerra tinha influenciado nesse tipo de coisas. Levámos o nosso tempo a admirar as obras da exposição.

Voltámos então ao nosso objectivo inicial!! Caminhando, vimos que havia um artesão muito concentrado no seu ofício sentado num pequeno degrau. Fomos então ver o que estava ele a criar! Acabou contando-nos a sua história! Era um artesão de madeiras desidratadas que lutava pela continuação da existência de pessoas a realizar o seu ofício. Neste momento já existem muito poucos, contou-nos ele, e muitos deles realizam-no apenas como um passatempo. Numa sociedade consumista e descartável dá-se cada vez menos valor a este tipo de arte muito humana e pessoal. Cada obra que aquele artesão criava, era única! Não era como qualquer um desses utensílios pseudo-artísticos feitos em série por máquinas. Este dotado indivíduo utilizava diferentes tipos de madeira para obter diferentes tonalidades, sem qualquer recurso a produtos químicos como tintas ou vernizes. Ficámos bastante sensibilizados com o ofício e com o brilho nos olhos deste senhor!

Mais uma vez, voltámos à nossa rota inicial! E agora, era música que chegava até nós! Vários grupos apareciam conforme avançávamos. Os sons que produziam, fundiam-se com o som gerado pela multidão. Era agradável ouvir aquela música pura, de rua, no meio dos risos e conversas daqueles que nos rodeavam.

Saíndo um pouco do propósito do post, há que referir que há vários factores que tornam esta rua tão movimentada: está localizada numa zona cêntrica adornada por edifícios modernistas; dá acesso a vários museus; está repleta de cafézinhos e restaurantes onde as pessoas se reunem; tem várias lojas de roupa, de noivas; faz conexão com várias ruazinhas;... enfim, é um local (de destino ou de passagem) ideal para algum tempo de lazer ao lado de uma boa companhia!

Enfim, voltando ao assunto inicial, durante o nosso trajecto acabámos por encontrar muito mais coisas, mas já por outras ruas de Vigo. Se chegámos à praia? Bem... essa será uma pergunta a responder num futuro post! (:


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