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Refúgio na cidade

Publicado por Nicole Inacio — há 8 anos

Blogue: Crónicas em Erasmus
Etiquetas: Blogue Erasmus Madrid, Madrid, Espanha

Um verdadeiro oásis que se insurge perante a agitação e a pressa da vida citadina. Aqui, os enormes edifícios são substituídos pelas espécies aborígenes. O asfalto é quase inexistente; é um tapete verde, uma manta morta de folhas de várias cores e feitios que o substituí. Os ruídos mecânicos dos carros, as alarmantes buzinadelas dos veículos de socorro deixam de se ouvir. Há medida que nos embrenhamos neste paraíso verde, apenas se ouve uma melodia reconfortante: a leve brisa que toca a folhagem da flora, a balada de algumas aves, o som cristalino da água que corre. E também aqui, dentro deste majestoso Jardim, por todo o lado se vê gente: madrilenos que se refugiam do stress que ficou para lá dos muros; aqueles que aproveitam o ar puro para umas corridas; adolescentes que praticam as suas manobras no skate e patins; crianças que, sob o olhar atento dos pais, brincam nos parques; os turistas, de cãmera fotográfica na mão, seguindo as pistas dos mapas... e depois há aqueles que caminham errantes, de olhar  fixo num pensamento qualquer.

Mas caminhando pelos trilhos do parque, os nossos olhos não deixam de se surpreender. Há tesouros aqui escondidos, espalhados por uma área de 118 hectares. Tendo este jardim origem na vontade real, seria impossível que não ostentasse a grandeza que a corte reivindicava. Para além das bonitas fontes que ali se encontram, dos vários monumentos erguidos em nome de personalidades espanholas, também ali estão dois palácios. O Palácio de Velázquez, projetado pelo mesmo, tem na sua fachada bonitas gravuras pintadas em azulejo. Serve como salão de exposições sob a alçada do Museu Reina Sofia.  O mesmo se passa com o Palácio de Cristal. Ergue-se perante um lago, casa de patos e tartarugas, emoldurada por uma paisagem que parece saída de um livro de contos de fada. É uma bela estufa em forma de cruz grega que, apesar de ter sido construída para expor algumas espécies de plantas exóticas provenientes das Ilhas Filipinas, serve agora também de expositor de obras contemporâneas do Centro Cultural Reina Sofia.

Não posso deixar de mencionar La Rosaleda. Os amantes de rosas encontrarão aqui um paraíso, que imagino ser verdadeiramente deslumbrante na primavera. É uma área reservada à plantação de diversas espécies de rosas provenientes de várias regiões do globo.  Assim que entramos um cheiro a rosas inunda-nos os sentidos - suave e delicado, convida-nos a ficar durante mais um bocadinho.

Na Casa de Vacas tive oportunidade de ver uma exposição em homenagem à falecida artista Carla Duval. É fantástico como aqui temos acesso a este tipo de coisas de forma totalmente gratuita. Ainda para mais, uma exposição que exibia obras tão belas como as de Duval.

Todas as estações do ano detém o seu encanto. Passear no Parque do Retiro deve ser um prazer em qualquer uma, mas apreciei com agrado a forma como as folhagens começam a adquirir os tons acastanhados e alaranjados, como algumas se tornam mesmo vermelhas e amarelas, pintando um cenário idílico.

Nicole I.


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