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Capítulo 11 - Phos & TLTH

Publicado por Stéfanie Teixeira — um ano atrás

Blogue: Diário de Bordo
Etiquetas: Blogue Erasmus Lund, Lund, Suécia

Antes de falar do que quer que envolva alguma festa ou sittning relacionado com a guild em si, é necessário explicar-vos o sistema e de que forma é tudo é tão meticulosamente organizado de modo a providenciar a todos os novos alunos as melhores cinco semanas de uma vida.

Assim sendo tudo começa com o Tekologkåren que é como já sabem a Associação de Estudantes do sítio (TLTH), são eles a cabeça de tudo o que acontece nessas semanas, e em muitas próximas na Lunds Tekniska Högskola (LTH).

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(Fonte: https://lth-now.hoodin.com/item/if-you-want-to-know-what-is-happening-behind-the-scenes-in-teknologkaren-here-is-a-short-summery-from-the-first-board-meeting-th/jgsvteghqjkltvjltz7lvljkd22jxozh)

Usam uma capa cinzento esverdeado com leds em toda a volta, são constituídos por um membro de cada curso de modo a manter a uniformidade e a boa comunicação entre todos os envolvidos.

Estes membros fazem imenso trabalho de backstage e preparam tudo desde escolherem os Phös até mostras de empresas para os alunos.

Os Phös são aqueles que escolhidos por eles se encarregam de organizar as atividades para os novos alunos do ano que se segue, são nove meses de planeamento conjunto de eventos e festas até à mais pequena burocracia.

Segundo sei, Phös candidatam-se ao cargo em si e depois fica ao critério dos membros do TLTH escolherem aqueles que melhor se encaixam para levar a cabo tal responsabilidade.

A TLTH era então composta por todas as guilds da faculdade de engenharia, e assim sendo, cada uma tem uma cor e uma letra atribuída. Nós pertencemos à K uma vez que somos de engenharia química, que em sueco é Kemi & Bioteknik.

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(Fonte: http://www.lth.se/english/education/campus/student-union-and-guilds/)

Nós chegamos no dia 15 de agosto e logo na sessão de apresentação do segundo dia nos foram apresentados os nossos mentores, estivemos esse dia sem ainda perceber muito bem como tudo ia funcionar, mas eis que os nossos mentores nesse mesmo dia nos levam para um churrasco de grupo.

Foi aí que um grupo de 6 pessoas aparece com umas vestes bastante estranhas, vestidos de preto e com uma capa preta forrada no interior a amarelo. Apresentaram-se como nossos Phös, disseram que tinham coisas planeadas para nós, mais ainda que não fossem ser muito sorridentes e pudessem apresentar uma cara menos amigável para não desistirmos porque fazia parte do ‘disfarce’. Foi-nos dito nesse dia que os novos alunos, caloiros, iam chegar apenas na semana seguinte e para não lhes dizermos nada sobre aquele encontro.

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No dia anterior a esse encontro já tinha avistado umas personagens parecidas no centro da cidade, mas o forro das capas era azul claro. Não consegui deixar de achar imensa piada e ao mesmo tempo intrigante porque usavam os lábios azuis e uns óculos de sol muito peculiares. Todos os adornos das vestes eram muito próprios de cada pessoa, incluindo chapéus colares e alguns até usavam calças da cor da guild.

Foi tudo muito estranho, mas deu para suscitar a curiosidade de ver o que ia ser. De certo modo, e falando muito honestamente, logo à partida me deu um certo ar de ter algumas semelhanças com o que era a praxe em Portugal. Mas não se enganem, não há nada que seja fisicamente exigido a ninguém e o que vão ver das competições era completamente consentido pelos alunos. Além disso, todas as atividades organizadas quer da gulild quer em conjunto com todas era do consentimento da universidade.

Em algumas das atividades como vão ver, era necessário deslocarmo-nos para o centro para depois disso, fazer o cortejo até ao sítio da ‘competição’, essa parte da cidade parava e não aconteceu apenas uma vez.

Depois disso, deixaram-nos com os nossos mentores e aí se deu o primeiro contacto com todos. O churrasco correu super bem até ao momento em que começou a chover e fomos para casa da Emma, jogar cartas, o jogo do policia e ladrão.

Foi-nos dado um livrinho com o calendário das atividades de introdução e apresentação de todos os membros envolventes nas mesmas, bem como o Student Board, porque todas estas atividades são apoiadas e consentidas pela universidade.

Assim sendo, depois dessa semana em que éramos os únicos por lá, chegaram os caloiros, dado o número de entrada de alunos, para atividades que apenas diziam respeito à nossa guild, havia grupos de caloiros e com todo o agrado, quiseram incluir o nosso grupo em todas essas atividades, de modo a integrar-nos o máximo possível.

Pelo ponto de vista lógico, é uma coisa com sentido uma vez que também nós éramos novos e não sabíamos nada sobre a faculdade, ou mesmo até em relação à cidade, quase que podemos dizer que ainda estávamos em desvantagem.

Foi uma maneira ótima de nos integrarem com eles, e mesmo que houvessem esses grupos nas nossas ‘competições’ quando se tratavam de missões de guild, os grupos eram mistos.

Essas missões foram de escolha própria.

Houve uma série de eventos em que o objetivo era construir alguma coisa (um carrinho de rolamentos, um barco, um avião, por exemplo) outras em que eram artes performativas (peças de teatro, dança) ou ainda mergulhos no lago da faculdade com corrida. A melhor de todas era sem dúvida a de cheerleading, vá se lá saber porquê, todas as guilds tinham pelo menos um rapaz como cheerleader, se não fosse a equipa toda.

Eu acabei por pertencer ao grupo da Reggatan, que consistia na construção do barco.

Obviamente, e como não podia deixar de ser, no dia de cada uma das missões havia festa. Eram as melhores festas, as festas em que toda a gente aparecia e ninguém estava nem aí para a cor do ouverall.

Irei detalhadamente relatar as melhores festas relacionadas a cada um dos eventos, porque de algum modo, cada uma guarda uma história por detrás.

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