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Segunda Parada: Londres

Publicado por Luan Freitas — um ano atrás

Blogue: No Mundo da Lua
Etiquetas: Blogue Erasmus Londres, Londres, Reino Unido

Chegar em Londres foi a parte mais aterrorizante da minha aventura, apesar de não ser o ponto final, era de fato o ponto mais importante onde eu conseguiria o visto para permanecer no país pelo período do intercâmbio. E a cidade em si se apresenta como uma grande metrópole, com muito desenvolvimento e urbanismo por todo lado, mas com pouco tempo. As pessoas em si eram extremamente educadas, mas ríspidas e diretas, o que me fez ter um verdadeiro choque em comparação com a experiência maravilhosa que tive em Madrid.

Segunda Parada: Londres

Primeiro teve a saída do avião, os habitantes de Londres são bastante organizados, e isso pode ser um ponto positivo as vezes, exceto quando isso gera desigualdades. Ao caminhar para fora do avião vi duas placas, uma indicando o caminho para cidadãos europeus e britânicos e o outro indicando o caminho para cidadãos não  europeus. Como sou do Brasil, segui a segunda placa, e ao me deparar com o fim do corredor, percebi que os dois caminhos tanto para britânicos e europeus como para não europeus dava no mesmo corredor, com a diferença que o caminho para não europeus era 3 vezes mais longo que o dos europeus e britânicos. Essa primeira impressão me deixou um pouco incomodado como as coisas são feitas dentro de Londres, o que acabou sendo ainda pior ao me deparar com a fila.

Havia exatamente três filas, uma fila para não europeus, uma fila para europeus e uma fila para britânicos. A divisão é normal, até porque os documentos exigidos são diferentes, mas o problema se encontra no número de atendentes. Havia 5 atendentes para europeus e 5 para britânicos, e 7 para o grupo fora da zona de Schengen. O resultado disso era uma fila tremenda para não-europeus, uma fila média para europeus, e a ausência de fila para os britânicos.

Segunda Parada: Londres

A primeira ideia que me passou era a de que o país não era nada convidativo e extremamente sectário, e a situação só piorou quando fui parado no preenchimento dos meus documentos. Sou brasileiro descendente de uma imensidão de culturas, mas me assemelho ao tipo ibérico/árabe, homem, branco, com barba e cabelos escuros. E aparentemente minha aparência foi suficiente para ser o único a ser interrogado, e com medo de ser deportado acabei travando no inglês. O Policial tinha um sotaque forte e queria saber de onde eu vinha, qual avião eu tinha pego, para onde eu ia, o que eu ia fazer no Reino Unido, onde ia morar. Ele perguntou tudo, enquanto olhava atentamente para a minha mala de mão, enquanto eu morria de medo de ser deportado. Ao final, bastou ele ver meu passaporte e me identificar como brasileiro que tudo voltou ao “normal” britânico. Ele me indicou o caminho da fila com toda a educação e polidez, mas sem muita vontade nas palavras. E lá fui eu para esperar na gigante fila que se formava, enquanto via a fila britânica minúscula. Chegava a ser bizarra a situação.

Após conseguir o visto de estudante, sem muitas dificuldades, segui para pegar minha mala que aparentemente nunca chegava. Mas foi justo, porque eu estava esperando a mala no lugar errado. Algo que só eu mesmo conseguiria fazer por falta de atenção. Logo encontrei minha mala e de novo fui perguntar aos policiais como chegava até a saída onde meu amigo tinha combinado de me buscar, e de novo eles foram educados, mas sem a menor vontade de servir. Consegui achar o local e meu amigo, e fomos pegar o trem que saia do aeroporto de Gatwick.

Outra surpresa, a passagem do trem era extremamente cara, 20 libras para pegar um trem expresso. Aquilo me pareceu um preço extremamente elevado comparado ao trem gratuito que saia do aeroporto em Madrid. Londres é muito bonita, mas é extremamente cara. Não aconselho ir para lá sem ter uma boa reserva de dinheiro, ao total consegui gastar 60 libras em 8 horas em Londres. Enquanto gastei menos de 20 euros em Madrid.

Eu não pude ver muito porque boa parte da viagem eu dormi na casa do meu amigo, mas a cidade em si tem lá seu charme. Os famosos táxis de Londres, e os ônibus vermelhos de dois andares. Além é claro do Big Eye of London, e o Big Bem que não deu para ver muito porque estava em manutenção, mas tudo bem, é válido.

Segunda Parada: Londres

Após uma noite bem descansada na casa do meu amigo, voltei para o aeroporto de manhã e peguei o meu avião para a última e definitiva parada.


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