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Ano Novo em Bruxelas

Publicado por Maria Matos — há 9 meses

Blogue: Outras viagens
Etiquetas: Blogue Erasmus Bruxelas, Bruxelas, Bélgica

Depois de um 2018 muito viajado, durante o qual tive a sorte de visitar 15 países, decidi passar o ano pela primeira vez num país estrangeiro. O destino escolhido foi... Bruxelas! Sei que a Bélgica não é, à partida, o país mais excitante do mundo para este tipo de celebração, mas Bruxelas era a cidade que ficava “a meio caminho” entre Porto e Maastricht, onde vive o meu namorado. Assim, aproveitei o desconto ESN com a Ryanair e dia 29 de Dezembro parti à aventura.

A Ryanair faz a ligação Porto-Zaventem. Confesso que achei o aeroporto de Zaventem um bocado complicado! Ou então era eu que tinha acabado de chegar, estava cheia de fome e ligeiramente desorientada. Mas demorámos imenso tempo a perceber qual a forma mais rápida/barata de chegar ao nosso Airbnb, que ficava na zona de Laeken. Fiquei chocada ao saber que um bilhete de comboio era 9 euros cada para fazer apenas uma paragem! Felizmente vimos no Google Maps a opção de ir de autocarro e a viagem custou apenas 3 euros.

Chegámos ao nosso Airbnb, localizado num bairro residencial, e a família que nos recebeu era extremamente simpática. Alugámos o Airbnb com bastante antecedência e mesmo assim ficou 163 euros por 3 noites, mas é um preço “justo” para a altura do Ano Novo. Para chegarmos ao centro era necessário apanhar o metro, sendo cada bilhete 2,50 euros para 30min de viagem. Mas fazia-se bem!

No primeiro dia, já ao entardecer, começámos a visita em frente à Bolsa de Valores de Bruxelas. Decidimos não planear nada e explorar o centro da cidade a que, na minha forma, é a melhor forma de ficar a conhecer um lugar. A minha primeira impressão da cidade: super, super movimentada! Sempre ouvi dizer que Bruxelas era uma capital "aborrecida”, mas à minha volta estavam autênticas multidões, mais do que em Roma ou em Londres. Acho que a principal razão são os Mercados de Natal. Nesta altura do ano, a cidade fica repleta de Mercados e outras atrações natalícias, nomeadamente o Winter Wonders, cujas barracas principais e uma roda gigante se encontram na Plaisirs d’Hiver, mas em quase todos os cantos da cidade era possível encontrar atrações natalícias, desde espetáculos de luz a instalações artísticas. E as luzes de Natal espalhadas pelas ruas tornam a cidade extremamente acolhedora, uma verdadeira “cidade de Inverno”!

Ano Novo em Bruxelas

O bom do centro de Bruxelas é que fica tudo relativamente perto. Num só passeio vimos as Galeries Royales Saint-Hubert, o Coudenberg, a Cathédrale des Saints Michel et Gudule, entre outros. Passámos pelo Delirium Café, um bar bastante conhecido pela variedade de cervejas. Por fim, chegámos à Grand Place, cuja arquitetura é, de facto, magnífica, e fica ainda mais bonita com a enorme árvore de Natal no centro. Os edifícios parecem saídos de um filme da Disney! Tivemos sorte porque no momento em que chegámos à Praça começou um espetáculo de luzes muito bonito, acompanhado de música. Não fomos embora sem passar a mão numa estátua que está na Praça, diz a lenda que este gesto dá sorte.

No dia seguinte voltámos ao centro da cidade e começámos no Mont des Arts, que tem uma vista muito bonita! Decidimos caminhar em direção às principais instituições europeias, e pelo caminho passámos pelo Palácio Real de Bruxelas. Conseguimos ver o Parlamento e a Comissão Europeia, no entanto, como era fim-de-semana, não vimos a azáfama do dia-a-dia. No entanto, vale a pena espreitar estas instituições, símbolo da União Europeia.

Ano Novo em Bruxelas

Estava imenso frio por isso decidimos voltar para o centro e entrámos num bar chamado Mappa Mundo. A decoração até era engraçada e aproveitámos a Happy Hour para beber um Mojito (que, confesso, não estava grande coisa!). Recuperados e mais aquecidos, decidimos ir espreitar um restaurante que me tinham recomendado – Amadeo, supostamente “as melhores costeletas da cidade”. Quando chegámos à porta estava alguma fila, mas o empregado disse que apenas teríamos que esperar 10 minutos e assim foi. Inicialmente o restaurante parecia pequeno, mas afinal é enorme e estende-se para trás! A decoração é... uma espécie de “tasco”, mas com classe, e os empregados estão todos de fato. Sentámo-nos à mesa, numa sala barulhenta e ligeiramente abafada, e pedimos o menu “all you can eat”. Em 5 minutos tínhamos à nossa frente umas costeletas enormes, acompanhadas por salada e batata. Olhei à minha volta e vi que todos estavam a comer à mão, por isso decidi seguir o exemplo. Colocaram-nos na mesa um balde, que inicialmente achei que era para a garrafa de vinho, mas afinal era para colocar os ossos! A carne é, sem dúvida, muito boa e toda a atmosfera do restaurante é engraçada! No final, com uma garrafa de água, pagámos 20 euros cada. Penso que é um preço justo, apesar de ter ficado surpreendida com o preço da garrafa: 6 euros!

Ano Novo em Bruxelas

No final do jantar fomos ver a famosa estátua Manneken Pis e o mural com o graffiti do Tintin, um símbolo da cidade. Queríamos beber um cocktail e entrámos num antigo mercado The Halles Saint-Géry. 2 gin tónicos custaram 17 euros, o ambiente dentro era engraçado mas nada de extraordinário. Quando queríamos voltar para cada, percebemos que o metro já não estava a funcionar por ser tarde e tivemos que chamar um Uber, que ficou cerca de 9 euros a cada!

No dia seguinte, último dia do ano, decidimos ir espreitar a zona do Atomium, que afinal ficava a apenas 15minutos a pé do nosso apartamento! Disseram-nos que os principais fogos de artíficio seriam lá, portanto queríamos conhecer melhor a zona. Estavam a ensaiar alguns espetáculos e pareceu-nos um sítio adequado para passar a Meia-Noite. Decidimos jantar cedo para termos a certeza que não perdíamos a contagem. Problema: não tínhamos reservado restaurante e em todo o lado estavam ou esgotados ou fechados ou exigiam menus com preços exagerados! Já estávamos a pensar ir ao McDonald’s quando, de repente, vimos um restaurante chinês num bairro próximo ao Atomium. Desesperados, acabámos por ficar lá. Não é preciso dizer que a comida não era nada de especial, mas teve alguma piada a situação e pelo menos arranjámos um lugar para comer!

Depois da refeição “surreal”, voltámos para a zona do Atomium, que agora estava bastante mais movimentada, com muitas pessoas a lançar foguetes cá fora. Confesso que fiquei um bocado apreensiva com a multidão, tendo em conta os acontecimentos recentes na Bélgica, mas ao mesmo tempo vi muita polícia e para entrar na zona do Atomium todas as pessoas eram revistadas, o que me fez sentir mais descansada. Mesmo assim, preferi não ir para o meio da confusão e ficar numa praça exterior, na qual se via muito bem o Atomium. A multidão foi-se reunindo, os minutos foram passando e finalmente começou a contagem decrescente! Tenho de ser sincera, fiquei surpreendida com a falta de entusiasmo dos belgas e pessoas presentes! A contagem decrescente foi muito fraquinha e o fogo de artifício nada de especial! Cá fora nem sequer se vendiam bebidas alcoólicas! Talvez por viver no Porto, onde o Ano Novo é celebrado com euforia pelos Portuenses, estava à espera de mais entusiasmo... não sei... culturas diferentes! Mas pronto, mesmo assim foi uma experiência muito boa e no fundo o que interessa no Ano Novo é a companhia e não tanto o local à nossa volta.

Ano Novo em Bruxelas

Ficámos por lá mais um bocado mas no final do fogo de artifício as pessoas foram dispersando. Um ponto muito positivo é que os transportes públicos são gratuitos no dia 31 até às 5 da manhã de dia 1! Acabámos por regressar ao apartamento relativamente cedo, pois no dia seguinte tinha o voo de regresso.

Na manhã seguinte, para regressar ao aeroporto, apanhei um Uber, e a viagem ficou cerca de 20 euros.

No geral posso dizer que gostei de Bruxelas, não é uma cidade de todo aborrecida como tantas vezes tinha imaginado! Ao mesmo tempo, não é a capital Europeia com que mais me identifico. Fiquei com pena de não ver mais coisas durante o dia, mas desconfio que é uma cidade à qual acabarei por regressar eventualmente, por estar tão ligada ao mundo do trabalho. E fiquei com bastante curiosidade em visitar Ghent, que toda a gente diz que vale muito a pena! Portanto, se estão a pensar visitar Bruxelas no futuro: acho que vai superar as vossas expetativas!


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