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Mega viagem 12º dia

Publicado por Catarina Serrano — um ano atrás

0 Etiquetas: Experiências Erasmus Bratislava, Bratislava, Eslováquia


6/1/18


Este era o último dia em Bratislava e já foi demais ter ficado este dia, pois a cidade é minúscula, se soubéssemos tínhamos apenas ficado uma noite.
Como já tínhamos visto praticamente tudo o que interessava ver, tínhamos decidido ir à free tour de manhã e à tarde iríamos para um café esperar pela hora do autocarro.
Chegámos perto da zona onde seria a free tour e vimos uma rapariga a segurar uma placa, ou seja, era ela a guia, só que ela estava sozinha, faltavam uns 10 minutos para a tour começar e não estava lá nenhum turista como é costume, em todas as free tours a que fui, quando faltavam, pelo menos 15 minutos, já lá estavam umas 10 pessoas, no mínimo, nunca vi menos que isso.
Como não queríamos ser as únicas pessoas a ter a excursão, seria super embaraçoso, pois teríamos que dar obrigatoriamente gorjeta no final, visto que não poderíamos escapar como fazemos sempre, se o fizéssemos ela iria notar, como é óbvio, decidimos não ir a essa free tour e esperar pela próxima que seria numa hora.
Fomos para o McDonald's esperar, pois era perto do local de encontro da free tour e dava para ver quando é que alguém lá chegava. Foi mais uma desilusão, quando faltavam 3 minutos, só lá estavam 9 pessoas, embora fosse melhor do que da última vez, mais uma vez não poderíamos ir, a nossa falta ia ser notada na mesma, o grupo continuava a ser demasiado pequeno, por mim tínhamos ido, não somos obrigadas a dar dinheiro no final, fica bem, mas nós somos pobres, só não fomos porque a Carolina insistiu para não irmos. 
Depois de sairmos do Mcdonalds fomos para um café restaurante e ficámos lá até às 17 horas, os empregados já deviam estar a pensar "mas quando é que estás vão embora? Devem cá ficar a dormir". 
Às 17 horas, como disse anteriormente, abandonámos o estabelecimento e fomos à procura de um supermercado para comprar comida para a viagem que se avizinhava, iam ser 24 horas de viagem até Iasi, o local onde estudamos, portanto precisávamos de muita comida. 
Fomos ao lidl e estava fechado, como assim estava fechado? Eram 17 horas, nunca vi um supermercado fechado a essa hora, a não ser que fosse natal ou ano novo, não estávamos a entender o motivo daquela situação estar a ocorrer e ainda tentámos ir a outro supermercado, o billa, mas não tivemos sorte, estava também fechado. Eram 17 horas, num sábado, provavelmente o dia da semana em que as pessoas mais vão às compras, não estava a entender e comecei a amaldiçoar a cidade, "como assim a capital não tem um supermercado aberto ao sábado? Isto é um buraco". Só pensava nas horas de viagem que me esperavam e eu sem comida e água. 
Mais tarde, quando estava a falar com o meu pai ao telefone, ele explicou-me que neste dia era dia de reis. Sim e então? Devia morrer à fome, porque era dia de reis?! Fiquei com ódio da Eslováquia, não há nada que eu preze mais do que comer, comer é vida e esse país estava-me a privar disso. 
Chegámos a Budapeste em menos de 3 horas, o motorista devia estar com pressa, parecia um fórmula 1 na estrada, estava a ultrapassar tudo o que era carro, por isso em vez de esperarmos 1 hora pelo próximo autocarro, teríamos que esperar 1h30min, mas passou-se bem o tempo, quando não temos nada para fazer eu a Carolina gozamos com as pessoas à nossa volta, eu sei, é um hábito terrível, mas como a minha mãe diz "eles também devem gozar comigo, portanto", claro que gozamos discretamente, tentamos. 
Estava uma rapariga islâmica à nossa frente, estava a usar um chador (fui pesquisar à net, porque não sabia o nome, é aquele manto preto que usam até aos pés, mas que não lhes esconde a cara), mas ela era moderna, usava sapatilhas Nike e tinha uma Canon. Estava a dizer à Carolina que ela devia usar meias pretas até ao joelho, para o caso de vir uma rajada de vento e levantar aquele manto preto, não fosse o tornozelo aparecer. 
A rapariga mudou de sítio quando um rapaz se foi sentar ao lado dela e foi aí que eu e a Carolina começamos a rir às gargalhadas, eu sei que não devia gozar com isto, pois é a religião dela, mas acho engraçado o quão primitivas são as crenças de algumas pessoas. 
Quando o autocarro chegou conseguimos lugar juntas, era o último, tivemos sorte. Numa outra paragem entraram mais 4 pessoas e eles deviam ser amigos, porque queriam ficar perto uns dos outros, eu estava a ouvir e apercebi-me de que estavam a pedir a uma senhora para um deles se sentar ao lado dela, ela disse que não, porque era um rapaz, o autocarro estava cheio e ela não deixava que ele se sentasse, teve que ir uma rapariga sentar-se ao lado dela, caso contrário não ia dar, este dia devia ser o dia da repulsa ao homem.
Faltavam agora 21 dias para voltar a Portugal.


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