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Palácios do Irão: o Complexo Saab Abad (2ª Parte)!!

O Palácio verde:

Ok, tenho a certeza de que todos vocês estão entusiasmados com a segunda parte, mas tenham um pouco de calma, por favor. Para os que ainda não leram a primeira parte, aqui têm um link para a visualizarem: (http://bit.ly/2iN09Wy ). Agora deixando o primeiro Palácio Aka, o Palácio Branco, eu perguntei a uma guia turística como é que eu podia chegar até ao "Palácio verde", e ela disse-me que podia ir de carrinha (por um preço reduzido) ou então poderia simplesmente andar. No momento em que ela disse andar, eu imaginei que fosse uma caminhada de 5 minutos, não muito mais. O tempo era bom e eu estava em boa companhia (os hospedeiros de bordo da companhia holandesa), fomos a falar e eles eram boas pessoas para se ter uma conversa, mas fogo o caminho era muito longo. O caminho era também a subir, por isso foi um bom dia de pernas, e na manhã seguinte por acaso senti-me com algumas dores.

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(O Palácio verde ao longe! )

Não falando mais sobre o meu atlético físico, aqui têm alguma informação sobre a história do Palácio Verde. A razão pela qual considero que a história sobre um local é muito importante, é porque sem se saber estes detalhes o local acaba por ser só um sítio interessante com bonita mobília, e é como se nem sequer existisse uma história por trás. Este palácio pertencia ao Reza Shah, o pai de Mohammad Reza Shah. Ele viveu e trabalhou neste local durante muitos anos. Este palácio está situado no lado noroeste do complexo Saab Abad; e demorou cerca de sete anos a se construir este palácio. O exterior do palácio foi construído com mármores raros das minas do Irão, e é por isso que se chama o palácio verde. Este palácio apenas tem dois andares, e durante o reinado de Mohammad Reza Shah era usado como sítio para as visitas estrangeiras, um dos seus convidados mais importantes foi Jimmy Carter, um antigo Presidente dos Estados Unidos.

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(A escadaria! )

Agora vamos falar sobre os quartos deste palácio e como eu adorava viver num deles. Depois de subir todas as escadas encontras-te perante a famosa "Sala do Espelho", esta sala tem trabalhos de espelhos em todas as suas paredes, e também, no tecto, e é um trabalho original de um tipo de trabalho manual iraniano. Esta sala, na realidade, levou cerca de 4 anos a ser construída. As cortinas são de prata e a carpete tem mais de 70 metros, nem acredito como é que é possível, cortinas de prata?!

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(A sala dos espelhos! )

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(Uma fotografia, muito melhor, da sala dos espelhos! )

Fonte:

Este é o escritório de Reza Shah, e vê o quão rebelde sou, porque há um aviso a dizer que não se pode tirar fotografias, e mesmo assim eu continuo a tirar fotografias. Não, estou a brincar, na verdade eu pedi permissão para tirar fotografias, e a guia turística foi muito simpática e deixou. O fotografo do local é um fotografo de Reza Shah. Mas infelizmente não consegui uma boa fotografia desta sala.

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(O escritório de Shah! )

Fonte:

Esta sala é a sala de estar, e repara no tecto e nos candelabros, o quão majestosos são. O trabalho no texto demorou imenso tempo a ser terminado. Agora a parte mais gira do palácio é o quarto de Shah; toda a parte das paredes e do tecto tem um trabalho magnífico com espelhos, que beleza. Mas a parte mais chocante é que o design do texto é o mesmo design que a carpete no chão; como se eles tivessem pintado o design da carpete no tecto, fantástico!

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(A sala de estar e os seus candelabros! )

Outro facto engraçado é que no quarto original não havia cama, porque Reza Shah insista sempre em dormir no chão, não é fácil deixar os hábitos do exército. (Reza Shah costumava ser um militar antes de ser Re). Depois da redecoração, feita por Mohammad Reza Shah, estar completa, a cama foi adicionada ao quarto. A casa de banho (o lavatório) foi reconstruído em 1970, e foi feito com mármore.

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(O quarto de Shah! )

Fonte:

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O piso do rés do chão era usado como cave durante o reinado de Reza Shah, e que mais tarde se tornou numa sala de receção, com dois quartos e uma sala de jantar para convidados estrangeiros. E isto é basicamente o palácio verde.

O museu dos irmãos Omidvar:

Este museu está localizado dentro do complexo de Saab Abad, mas não está muito relacionado com a dinastia Pahlavi. O museu é de dois viajantes do mundo iraniano que viajaram por todo o mundo a espalhar a mensagem de paz e união. Na realidade a frase deles era "Toda a gente é diferente, todos estão relacionados". Os nomes deles são: “Eisa Omidvar” e “Abdollah Omidvar”, nascidos com apenas uma diferença de dois anos entre eles. O museu deles contem uma coleção de descobertas. Dado o quão interessada eu estava em Pahlavi e no seu estilo de vida e tudo isso, fui fazer uma visita rápida ao museu, porque queria ver mais coisas relacionadas com este tempo. E quando me estava para me ir embora apercebi-me que esta era a única altura em que podia visitar este museu e ter a possibilidade de perceber tudo isto muito melhor.

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(A mota e o carro que eles usaram nas suas viagens! )

Antes de ser este museu, durante a dinastia de Qajar, era o lugar onde as carruagens era colocadas e, também, era onde os motoristas das mesmas ficavam a descansar. OS irmãos Omidvar viajaram à volta do mundo durante 10 anos, e quando começaram apenas tinham consigo 90 dólares. Com lembranças que foram guardando, conseguiram montar uma exposição, escreveram artigos e também deram palestras em famosas universidades de todo o mundo. No final de 10 anos a viajar eles criaram um documentário de 16 horas que esteve no cinema durante 10 anos, sem nenhum pausa; eles eram bastante famosos no final da viagem.

A primeira fotografia mostra as suas câmaras, óculos de sol, passaportes e outro artigos personalizados.

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Um dos itens, é uma coleção de crânios, e começando pela maior que é o crânio de um gorila, depois um crânio de um chimpanzé, seguindo-se de um crânio de um macaco e um crânio de um elefante marinho. Estes crânios são provenientes de África.

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Uma fotografia dos irmãos Omidvar, sete anos da sua viagem foi realizada em duas motas.

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Os irmãos Omidvar no rio da Amazónia depois de caçarem um tapirus.

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Os irmãos Omidvar em Paris ao pé da Torre Eiffel.

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Museu dos Carros Reais:

E isto é basicamente o Museu dos irmãos Omidvar, a seguir vou falar-vos o Museu dos Carros Reais, e meu Deus, este lugar é o paraíso, e não desta vez não estou a exagerar. Eu gosto mesmo muito deste museu, e tem dos melhores carros antigos que eu já vi na minha vida. Nem sequer sou muito fã de carros, mas achei este museu fascinante.

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(O carro que o próprio Mohammad Reza Shah usava! )

É mais ou menos uma caminhada de cinco minutos até ao Museu dos Carros Reais, e já eram 16 horas, o tempo estava normal e eu apenas estava a usar 3 camadas de roupa, eu não estava para ficar congelada, por isso andei muito depressa e depois fiquei a apreciar todo o calor do edifício.

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O museu era bastante pequeno e fiquei um pouco desapontada com as explicações, porque não tinham todos os detalhes necessários, por isso destaco a visita guiada do Sr. Akbari que passou 20 minutos comigo a explicar tudo sobre cada carro. Ele disse-me o quanto eu ele gosta do seu trabalho e o orgulho que ele tem do Irão ter tantas antiquarias preciosas. Eu gostei muito das suas explicações, especialmente quando percebi o quão fascinantes eram.

O primeiro carro do museu pertenceu a Ashraf Pahlavi que era a irmã gémea de Mohammad Reza Shah. Este carro é da companhia da Rolls Royce e foi fabricado na Inglaterra. O carro é à prova de bala, à prova de fogo e tem uma engrenagem automática. Isto deixou-me muito intrigada, porque, naquela época, não era comum os carros terem estas caraterísticas.

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Do lado direito do museu, podemos ver a carruagem real, que foi um presente para Reza Shah depois da sua coroação por parte do embaixador britânico. O interior da carruagem é completamente feito de pele, e é por isso que passado 90 anos continua em ótimas condições. Tem também a coroa do rei adornada na carruagem, de modo a dar uma imagem em 3D da coroa. Quer dizer, mas quem é que ouviu falar de 3D há 90 anos atrás?

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(A carruagem real! )

Agora vamos falar do meu carro preferido, que quem me dera que um dia destes o pudesse comprar. Este carro é também conhecido como a noiva de todos os carros daqui. Este é o Mercedes Benz pessoal de Farah Pahlavi que foi projetado e feito apenas para ela. Agora deixe-me dizer-vos alguns factos sobre o carro que vos vão deixar perplexos. É feito com materiais de aviões, a maioria são materiais de alumínio, por isso este carro tem muito pouco peso. Tem uma cápsula de oxigénio no próprio carro, para no caso de ficarem presos em algum lugar, ou se houver, falta de oxigénio, eles mesmo assim possam conseguir respirar até a ajuda chegar. O interior do carro é feito de pele de búfalo; e após tantos anos continua perfeito. As mudanças são hidráulicas, mas não são automáticas. Este carro é também à prova de fogo e à prova de bala, mas penso que isso já era senso comum. A cor, é algo que é também bastante única.

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Todos os outros carros eram usados nas cerimónias de Shah ou então eram carros que usava para dar passeios, todos eram à prova de bala, à prova de fogo, com mudanças hidráulicas e com engrenagens automáticas. Eu gosto tanto deste museu.

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Depois de visitar o museu já se estava a fazer tarde, por isso fui para casa. Saí pela porta "Darband" e havia alguns táxis que iam em direção a Tajrish, entrei num deles e fui para Tajrish, mas se quiseres podes usar também o metro.

Passei mais de sete horas a escrever este texto, por isso espero que vocês tenham mesmo gostado. Mantenham-se por ai para lerem mais artigos fantásticos.

Saudações!


Galeria de fotos



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